Aprenda fazer o mijlchanbroud (brote de milho)

24 de novembro de 2011, Por Arilson Grünewald

As tradições de um povo se revelam nas mais diferentes formas: seja na música, na dança, no jeito de se vestir, na maneira de expressar a sua fé e também na culinária. Entre os pomeranos, não é diferente, alguns pratos típicos foram trazidos da Europa, apesar de algumas adaptações, resistiram ao tempo e ainda hoje fazem parte da culinária deste povo. Um dos exemplos é o mijlchanbroud ou o pão de milho facilmente encontrado na mesa destes imigrantes.


Feito a base de milho de milho, inhame, cará e batata doce, produtos essenciais que não podem faltar, o mijlchanbroud é umas das mais importantes iguarias da culinária pomerana que resistiu o tempo e atualmente ainda muito apreciado entre eles.


Em Santa Maria de Jetibá ainda existem muitas pessoas que fazem mijlchanbroud, uma delas é dona Aninha Holz que já chegou a fazer 30 brouds por dia. “Aprendi com meus pais quando tinha sete anos de idade. Na época morávamos na roça e sempre tive que fazer muito broud para a família. Hoje moro aqui na cidade e a pedido das pessoas continuo fazendo broud,” comentou Aninha.


Aninha é hoje uma exemplar pomerana que no dia a dia mantêm viva a tradição de fazer o broud, no que depender dela, esta iguaria vai continuar fazendo parte da culinária dos pomeranos, que no passado deixaram a Europa e vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor.


Numa entrevista concedida a equipe da TV Câmara ela mostrou como se faz o legítimo mijlchanbroud.


Para fazer em torno de sete brouds é necessário:
(Para o preparo da massa)

(preparo do fermento)

1. Inicialmente comece aquecendo o forno. Se a lenha for de boa qualidade, demora aproximadamente uma hora. (se a lenha queimar antes vai acrescentado mais aos poucos).


2. Preparando o fermento: em uma vasilha junte as quatro colheres de fermento em pó, uma colher de sopa de açúcar e um pouco de água morna. Misture levemente e reserve para crescer.


3. Descasque e rale o inhame, a cará e a batata doce numa bacia grande. (para ralar o inhame polvilhe um pouco de fubá para não escapulir ou correr o riso de ralar os dedos). Aninha lembra que para o broud ficar bom, é preciso ralar os legumes em vez de usar um processador ou liquidificador.


 4.  Misture o ovo inteiro batido, a manteiga ou margarina, o sal e acrescente água bem quente para amolecer a massa. Com uma colher misture bem, por fim, amasse com as mãos, quanto mais, melhor, pois assim se dá consistência a massa e broud fica mais macio.


5.  Acrescenta-se o fermento que já está preparado e misture um pouco. E por fim, coloca-se fubá que são aproximadamente 2 kg, isso depende da quantidade de legumes e água usada na massa. Amasse bem até formar uma massa homogenia e cremosa.


6. Depois de amassado, alisar a massa por cima, segundo Aninha é preciso esse processo para saber a hora certa de colocar nas formas. A massa estará pronto depois de meia hora ou até que se criem pequenas rachaduras, que indica que ela esta no ponto certo.


7. Enquanto isso prepare as formas, o ideal é usar folhas de bananeiras verdes, com a parte mais verde para cima cobrindo as formas. As folhas impedem que o broud grude nas formas. É necessário cortar as folhas que sobram das formas para evitar que o broud fique com partes brancas, e para que elas não peguem fogo na hora de assar.


8. Depois de colocar e ajeitar a massa nas formas deixe crescer um pouco, mais ou menos dez minutos e depois leve ao forno que já deve estar preparado. (antes, tirar o excesso de brasas que restaram da lenha queimada).


9. Asse por cerca de 30 à 40 minutos dependendo temperatura do forno.

Deixe esfriar e sirva.

(CONFIRA A REPORTAGEM ABAIXO)

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